quinta-feira, 2 de junho de 2011

Faxina sentimental



“Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer...” By Luís Vaz de Camões

Bem se o amor é dor porque então amar? Por que o homem quer amar? Isso é muito sádico a meu ver. Ta bom, o amor pode trazer muitas alegrias, mas como nada é só de felicidade, ele trás desespero, angustia baixa estima, e tudo que possa deixar o homem vulnerável.
Não acho legal o amor, para falar a verdade queria nunca sentir. Não to sendo amargurada, e nem sofri nenhum trauma para estar afirmando com tanta propriedade o que quero e não quero para mim, mas algo que me deixe em um estado débil, com retardamentos de memória e lapsos de humor, isso com certeza eu não quero.
Infelizmente ou felizmente, associei amar em sofre, algo digno de uma analise antes de requerer credibilidade na praça. Sofrer por sofre eu prefiro sofrer sem ser por causa de alguém, prefiro sofrer por um vaso de plantas, por desemprego, por falta de dinheiro, pela morte de um animal de estimação. Exclui de a minha vida o sentimento amar, queria na verdade excluir todos os tipos de sentimentos, mas o que seria da Bela Arte sem os sentimentos? Isso seria uma perda impagável, então como eu não sou uma artista e nem tenho vocação para a sensibilidade artística, “Eu” quero anular essa vulnerabilidade que é o amar da minha vida.
Ultimamente não amo ninguém e, espero continuar assim. Mas tem um sentimento que acho super cool para os tempos modernos que a paixão. A paixão é algo tão forte que some quando você menos espera, é e instável, o que facilidade essa multiplicidade de troca de pessoas na vida do homem, algo simples para a modernidade.
Preso a razão, o empirismo e o ceticismo, sendo elas a base da minha existência vil. O que seria do homem factual sem a ciência? Seria uma Joana D’ark do tempo moderno ou um herege indo para a fogueira da inquisição, “queimem o herege”.  O meu “eu” é racional e agradeço a filosofia por me da mais um dia de vida á cada hora que pego meus mandamentos de bom filosofo: “não se em bestializar; uma causa pode ter vários efeitos; o homem é o senhor do seu corpo e mente e a paixão é um interesse, seja ele qual for”

E termino com a frase do John Stuart Mill.
 “sobre si mesmo, sobre seu próprio corpo e mente, o indivíduo é soberano.“

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