Pergunto-me sobre a solidão e faço uma auto-analise. Pessoas bonitas, populares e com o dom da oratória podem parecer às pessoas mais confiantes, mais cercadas de gente, mais citada nos comentários, mas o que se esconde por trás dessa “fama” toda?
Não estou sendo egocêntrica (mentira, to sim), mas vou usar meu caso. Geralmente sempre estou no “olho do furacão”, com o nome cogitado sempre e com alguns invejosos querendo puxar meu tapete marroquino, mas o que se esconde por trás dessa boa dicção, por trás dessa confiança? Com propriedade afirmo que esconde uma pessoa frágil, solitária e com medos.
Nietzsche pode ser usado como parâmetro, mas não como homem popular, mais por impopular. Mas como isso iria se encaixar? Pois bem, mesmo com uma mente brilhante (as más línguas diria, doentia) ele precisou se isolar ― onde produziu sua melhor olha em ostracismo total, “Assim Falou Zaratustra” ― para definir seus pensamentos e auto-afirmar, esse auto-afirmar seria uma negação já exposta pela população ao estranhamento de seu pensamento, ele precisou se definir para produzir um modelo que seria a transvaloração dos valores, não entrarei em sua definição, pois não é o objetivo.
Se Nietzsche se isolou e produziu e definiu seus maiores pensamentos, por que a solidão é algo tão amargo aos olhos do outro? Encaro a solidão por uma questão de opção, assim já dizia o ditado “antes só do que mal acompanhado”. Conviver é muito difícil, ainda mais quando se tem que suportar certas coisas, se me derem a opção, prefiro o ostracismo.
Voltando. Pessoas populares geralmente se sentem solitárias, parece que Deus lhe deu vários benefícios mais deu um castigo em troca, ao mesmo tempo em que você esta cercado por mil pessoas, elas nunca te bastaram, e você se sentira como no filme naufrago, vai acabar conversando com uma bola e chamá-la de Wilson.
Prefiro muitas coisas em vez de ter que compartilhar do meu tempo com outra pessoa, só vale a pena se essa pessoa for de bastante estima. Prefiro imaginar toda uma vida a ter que vive-la (forcei agora). Mas posso afirmar que se por acaso eu morrer agora, morrei com poucas coisas a faltar a realizar.
Ser solitário e estar solitários têm suas diferenças. Ser é algo permanente (apesar de que permanência é algo inviável, ma sé algo com 70% de estrutura); Estar é algo mutável. Quando se diz, fulano de tal tem que ser assim, você esta afirmando ou ditando um comportamento que será característica primordial do objeto; quando você diz, fula de tal esta assim, é algo passageiro que pode mudar e permanecer, mas que não faz parte de sua personalidade.
Então, Estar e Ser solitário podem ser uma característica do seu comportamento ou algo passageiro que você necessite. Tenho meus momentos de Estar solitário, não que eu queira Ser solitária, mas percebo que minha produção intelectual se difundiu mais na solidão, assim como Nietzsche. Será que ele seria um belo par para minha solidão? Super queria o Nietzsche aqui para conversar, mais acho que ele iria me matar para poder ficar sem a minha presença e poder ficar no seu ostracismo.

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