Sempre levei uma vida desregrada, sem limites da ordem, com diversos transtornos de atenção. Sim, tenho hiperatividade! Um mal nem tão moderno assim, mais que ao meu ver não é um fator rui, apenas pessoas como eu temos um raciocínio mais acelerado do que os demais, com perda de atenção muito rápida , são poucos os que conseguem apreender a nossa atenção involuntariamente.
Todo gênio é incompreendido em vida, após sua morte se torna um imortal. Não tenho a pretensão de me auto titular um gênio, mais uso como referencia alguns dos meus ídolos que em vida foram incompreendidos e anulados pelo universo acadêmico e social, como:
Sócrates; Albert Einstein, diagnosticado com dislexia, começou a falar tarde, tinha raciocínio lento e baixo rendimento escolar. Só foi alfabetizado aos 9 anos; Thomas Edison, inventor da lâmpada, suas professoras disseram que ele era tão estúpido que não seria capaz de aprender nada; Walt Disney, criador do império “Disney”, um editor de jornal o demitiu porque ele não tinha boas ideias; e entre diverso outros como Jim Carrey, diagnosticado hiperativo.
Nunca tive o histórico acadêmico como um dos melhores ou que chegasse a ser melhor, mais penso que, o que forma intelectualmente o ser, não é representado por um numero que me classifica com boa ou rui, o que comprova meu êxito intelectual é a minha produção, a minha contribuição para a humanidade, seja ela ativamente, a frentes governamentais ou em centros de pesquisas. Espero que as pessoas parem de julgar os outros como um mero numero, e encare a sua complexidade existencial através de seu potencial, seu raciocínio aplicado na pratica e não restrito a formulações teóricas que é possível de memorização. O mais difícil é aplicar na pratica o que formulamos, a aplicação de sua bagagem acadêmica, deve ser posta em uma dinâmica psicanalítica, e não em um papel onde você é descrito como um número aleatório.
Não vejo funcionalidade em um sistema que diga que você ou eu somo representados por um número, que somos um 3 ou 8. Somos mais do que um número, somos seres dotados intelectualmente com habilidades aprimoradas para determinados ramos, se temos dons distintos, não vejo coerência em uma avaliação universo que padroniza e anula mentes aguçadas. Minhas habilidades são distintas de um engenheiro ou de médico, e mesmo assim somos avaliados por um sistema padronizado que se constitui em medir o conhecimento através de uma hierarquia numérica, que é adquirida através de uma prova escrita, que dirá se você é ou não intelectualmente dotado.
Francamente decepcionada com o sistema de avaliação!

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