segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Reflexo de uma mente conturbada


Sempre levei uma vida desregrada, sem limites da ordem, com diversos transtornos de atenção. Sim, tenho hiperatividade! Um mal nem tão moderno assim, mais que ao meu ver não é um fator rui, apenas pessoas como eu temos um raciocínio mais acelerado do que os demais, com perda de atenção muito rápida , são poucos os que conseguem apreender a nossa atenção involuntariamente.

Todo gênio é incompreendido em vida, após sua morte se torna um imortal. Não tenho a pretensão de me auto titular um gênio, mais uso como referencia alguns dos meus ídolos que em vida foram incompreendidos e anulados pelo universo acadêmico e social, como:

Sócrates; Albert Einstein, diagnosticado com dislexia, começou a falar tarde, tinha raciocínio lento e baixo rendimento escolar. Só foi alfabetizado aos 9 anos; Thomas Edison, inventor da lâmpada, suas professoras disseram que ele era tão estúpido que não seria capaz de aprender nada; Walt Disney, criador do império “Disney”, um editor de jornal o demitiu porque ele não tinha boas ideias; e entre diverso outros como Jim Carrey, diagnosticado hiperativo.

Nunca tive o histórico acadêmico como um dos melhores ou que chegasse a ser melhor, mais penso que, o que forma intelectualmente o ser, não é representado por um numero que me classifica com boa ou rui, o que comprova meu êxito intelectual é a minha produção, a minha contribuição para a humanidade, seja ela ativamente, a frentes governamentais ou em centros de pesquisas. Espero que as pessoas parem de julgar os outros como um mero numero, e encare a sua complexidade existencial através de seu potencial, seu raciocínio aplicado na pratica e não restrito a formulações teóricas que é possível de memorização. O mais difícil é aplicar na pratica o que formulamos, a aplicação de sua bagagem acadêmica, deve ser posta em uma dinâmica psicanalítica, e não em um papel onde você é descrito como um número aleatório.

Não vejo funcionalidade em um sistema que diga que você ou eu somo representados por um número, que somos um 3 ou 8. Somos mais do que um número, somos seres dotados intelectualmente com habilidades aprimoradas para determinados ramos, se temos dons distintos, não vejo coerência em uma avaliação universo que padroniza e anula mentes aguçadas. Minhas habilidades são distintas de um engenheiro ou de médico, e mesmo assim somos avaliados por um sistema padronizado que se constitui em medir o conhecimento através de uma hierarquia numérica, que é adquirida através de uma prova escrita, que dirá se você é ou não intelectualmente dotado.

Francamente decepcionada com o sistema de avaliação!  

Nenhum comentário:

Postar um comentário